Química · Soluções · ensino médio
Dissolva 5,85 g de sal em água até dar meio litro. Essa solução é 11,70 g/L. E também 0,200 mol/L. E 1,17% em massa. E 11 700 ppm. E 0,202 mol/kg. Nenhum desses números é “a concentração” — todos são. O que muda de um para o outro é só o que você põe em cima e o que põe embaixo da fração. Esta página existe para você ver os seis ao mesmo tempo, mexendo no mesmo frasco.
A bancada
Escolha o soluto, pese, adicione água, escolha a temperatura. O béquer responde: o líquido sobe, a cor carrega, e se você passar do limite de solubilidade aparece corpo de fundo e a concentração para de subir — por mais sal que você jogue. No modo preparar, o caminho é o inverso: você diz a concentração que quer e a bancada escreve a receita.
a cor é só um indicador visual
O mapa
Existem seis caixas e só três pontes entre elas. A massa molar liga grama e mol. A densidade liga grama e mililitro. A soma liga soluto e solvente à solução. Qualquer unidade de concentração é uma dessas caixas dividida por outra — clique numa unidade e veja quais duas.
Repare em duas coincidências que valem ponto na prova: %m/m e ppm são a mesma fração — mudam só o multiplicador (100 e 1 000 000). E g/L e %m/V também: as duas dividem massa de soluto por volume de solução, uma usando litro, a outra 100 mL. Quando a densidade é 1,00 g/mL, %m/m e %m/V dão o mesmo número — e é exatamente por isso que tanta gente acha que são sempre iguais.
Curvas reais
Sete sais e um açúcar, com dados de tabela. Passe o cursor (ou toque) sobre o gráfico para ler a solubilidade em qualquer temperatura. Repare que o NaCl é quase uma reta horizontal — esfriar água salgada quase não faz sal precipitar — enquanto o KNO3 sobe seis vezes entre 20 °C e 60 °C. É essa diferença que a recristalização explora.
A conta clássica de vestibular: prepara-se uma solução saturada a uma temperatura e resfria-se. O que precipita é a diferença entre o que a água segurava antes e o que ela segura agora — proporcional à massa de água, que quase nunca é 100 g.
Diluir e misturar
Diluição é a única operação em que um número não pode mudar: a quantidade de soluto. Os pontos no copo abaixo são as partículas dissolvidas — mexa no volume de água e conte: continuam os mesmos. Só o espaço entre eles muda, e concentração é exatamente isso.
Aqui o erro campeão é tirar a média das concentrações. A média só acerta quando os dois volumes são iguais — no resto das vezes, o resultado puxa para o lado que tem mais volume. Some os mols, some os volumes, divida uma coisa pela outra.
No rótulo
Nenhum rótulo comercial escreve mol/L. Eles escrevem porcentagem, “volumes”, “graus”, “cloro ativo” — e cada um desses é uma das frações do mapa, disfarçada. Traduzir o rótulo é o exercício mais honesto de soluções que existe.
O treino
Cada alternativa errada foi construída em cima de um engano específico — o mesmo que aparece nas provas. Ao marcar, a página diz exatamente qual conta você fez. Seu progresso fica salvo neste navegador.
Todos eles têm a mesma raiz: trocar solução por solvente, ou trocar massa por volume, em algum lugar da fração.
De onde vêm os números
Nada nesta página pede que você acredite. As solubilidades são de tabela, as massas molares são calculadas a partir da tabela periódica e as concentrações dos produtos saem das normas que obrigam o que vai no rótulo.